Mestre: Prolotheos —
A religião, definida em termos de evolução, surgiu juntamente com a aquisição da vontade de personalidade pelos primatas. A vontade surgiu nos seres humanos concomitantemente com a função dos dois últimos Espíritos Ajudantes da Mente: a sabedoria e a adoração. E, por serem os últimos, eles abriram caminho para o surgimento da religião na vida humana. A religião é a capacidade de acreditar no transcendente, mesmo que o objeto dessa crença não seja exato. O exercício dessa nova faculdade, que pode ser chamada de fé, torna o homem um ser religioso. Hoje vamos estudar a manifestação da religião na vida humana. Eis seus principais aspectos:
Religião Institucional: Aqui, a religião se torna uma organização, alcançando as esferas social e política. Ela não apenas regula a religião, mas também a vida social e a política, tornando-se até mesmo uma religião de Estado, como foi o caso da religião do Império Romano e de sua sucessora, a Igreja Católica Romana de hoje — o Estado do Vaticano. A religião, então, é um meio de controle e tem pouco a ver com fé e devoção verdadeiras. Ela se ocupa de credos, confissões escritas, dogmas, encíclicas e muito mais. A religião institucional é uma estrutura necessária no desenvolvimento humano, mas chegará o dia em que “vocês não adorarão a Deus nem em Jerusalém nem em Gerazim, mas em Espírito e em Verdade”. (Nota: Monte Gerazim — um local de culto para os samaritanos, situado em suas encostas)
Religião cerimonial: O ritual na religião serve para compensar a falta de espiritualidade, para uniformizar e controlar as pessoas — geralmente por meio de uma hierarquia sacerdotal. A religião evolutiva herdou seus rituais dos cultos aos espíritos. Os vivos temiam os mortos, moldando seu estilo de vida ao copiar as vidas destes e ritualizá-las. A religião cerimonial tende a perder o sentido quando o ritual é realizado apenas por si mesmo, sem poder espiritual. A religião cerimonial às vezes se torna um dever religioso equivocado que o praticante acredita dever à Divindade como uma oferta, geralmente na tentativa de não incorrer em sua ira. Pouca ou nenhuma espiritualidade pode ser manifestada por meio de rituais religiosos estilizados.
Religião Pessoal: A adoração é a forma mais elevada de religião pessoal, mas súplicas, gratidão e orações de intercessão também podem expressar espiritualidade genuína, desde que não sejam meras repetições. A religião pessoal é, por natureza, uma religião iluminadora; ela promove o crescimento espiritual e a sensibilidade espiritual. No entanto, a religião pessoal também pode perder o sentido quando o indivíduo a “sobrecarrega” com misticismo, fantasiando ou fanatizando a fé, às vezes a ponto de chegar à ilusão ou à paranóia. A religião passa então a ser uma droga pessoal. A religião pessoal e autêntica é o que realmente importa na conquista de um status espiritual perante Deus. A devoção pessoal é a única religião que o Espírito Interior promove na mente humana.
Portanto, meu aluno, a religião é tão relevante para os seres humanos que exige o exercício de todas as faculdades humanas — especialmente a adoração. Certamente é a dimensão mais importante nos seres humanos, pois dela depende sua sobrevivência eterna. Praticar a religião com devoção, com fé genuína, mas equilibrando-a com todos os outros campos da vida, evita uma vida estéril em espiritualidade ou uma espiritualidade exacerbada pelo fanatismo. A religião não é uma função divinamente manipulada; ao contrário, é patrocinada pelo Espírito Interior com revelações para o crescimento espiritual do homem. Eu sou Prolotheos, seu Mestre nas esferas morontiais de Nebadon. Que a paz esteja com todos.
Prolotheos — Religião Evolutiva — 25 de fevereiro de 2015 — Valdir Soares — © The 11:11 Progress Group — Chicago, EUA
Mensagem recebida por Valdir Soares
Sessão: 25 de fevereiro de 2015
Editado por Linda Abell
© O Grupo de Progresso 11:11.
Meu presente para você é que você Me sirva
— Cristo Miguel.
